Quatro pesquisas colocam Flávio à frente de Lula a seis dias do segundo turno

Futura, PoderData/Aya, AtlasIntel e BTG/Nexus apontam vantagem de 0,6 a 4 pontos para Flávio Bolsonaro sobre Lula nos votos válidos. Diferenças ficam dentro ou perto da margem de erro.
Foto: Joseilson De lima (Pexels)
A seis dias do segundo turno das eleições presidenciais, quatro pesquisas nacionais divulgadas nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, colocam Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos votos válidos. As diferenças variam de 0,6 a 4 pontos percentuais, segundo levantamento reunido pela Exame.
A votação está marcada para o domingo, 25 de outubro. Para vencer, o candidato precisa de mais da metade dos votos válidos — brancos e nulos não entram na conta —, regra reiterada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os institutos Futura Inteligência, PoderData/Aya, AtlasIntel e BTG/Nexus registraram cenários próximos ou tecnicamente empatados, com o eleitorado dividido na reta final.
O que aconteceu
A pesquisa Futura Inteligência, contratada pela 100% Cidades e registrada no TSE sob o número BR-06715/2026, aponta Flávio com 50,4% e Lula com 49,6% dos votos válidos — diferença de 0,8 ponto, dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais (confiança de 95%). Foram ouvidos 2.000 eleitores por telefone (CATI) entre 16 e 17 de outubro. No cenário estimulado total, Flávio tem 48,3% e Lula, 47,5%; 2,4% votariam em branco, nulo ou em ninguém, e 1,9% estão indecisos ou não responderam. A rejeição a Lula ficou em 47,4%, e a Flávio, em 45,8%.
O PoderData/Aya (registro BR-02586/2026), com recursos próprios em parceria com o Aya Bancah, traz a maior vantagem: 52% a 48% para Flávio. Na rodada anterior (13 a 15 de outubro), havia empate em 50%. Foram 3.000 entrevistas por celular e fixo em 695 municípios das 27 unidades da Federação, de 16 a 18 de outubro, com margem nacional de 1,8 ponto. Regionalmente, Lula lidera no Nordeste (61% a 34%); Flávio vence no Sul (62% a 32%), no Centro-Oeste (60% a 36%) e no Sudeste (53% a 42%); no Norte, 47% a 46% para Lula. A aprovação de Lula foi de 44%, e a desaprovação, de 50%.
A AtlasIntel, contratada pela Bloomberg (BR-02418/2026), mostra Flávio com 51,1% (antes 52,8%) e Lula com 48,9% (antes 47,2%). A vantagem caiu de 5,6 para 2,2 pontos e, segundo a Exame, ficou ligeiramente fora da margem de 1 ponto. Com 4.998 eleitores por recrutamento digital aleatório (Atlas RDR) entre 13 e 18 de outubro, o total indica 49,8% a 47,6%, com 2,6% de brancos, nulos ou indecisos. A desaprovação do governo Lula chegou a 52,3%, contra 46,2% de aprovação.
Já a BTG/Nexus, contratada pelo BTG Pactual (BR-04499/2026), aponta 50,3% a 49,7% — empate técnico, com vantagem de 0,6 ponto frente aos 3,2 pontos da rodada de 13 de outubro. Foram 2.002 entrevistas CATI de 16 a 18 de outubro (margem de 2 pontos). Nos votos totais, 46,5% a 45,9%. Segundo o instituto, 90,9% dizem que a decisão está tomada; a rejeição a Lula é de 47,8%, e a Flávio, de 46,8%.
Em conjunto, Flávio lidera nas quatro medições. Em Futura e BTG/Nexus a diferença cabe na margem; na AtlasIntel, ficou ligeiramente fora. A Exame lembra que pesquisa retrata o momento da coleta, não prevê o resultado. Análises citadas no texto apontam que a Eurasia reduziu a chance de vitória de Flávio para 75%, e o Vox Brasil tratou da vantagem numérica de Lula. O TSE registra ao menos 37 levantamentos a divulgar até sábado, 24.
Impacto na prática
Com placares apertados e parte das diferenças dentro da margem, o eleitor pode interpretar a disputa como indefinida até o dia 25, o que, em tese, pode manter a atenção sobre rejeição, mapa regional e novas rodagens. Em hipótese, um cenário de empate técnico prolongado pode afetar a leitura de risco político por investidores e analistas que acompanham o Brasil, sem garantir movimento de preços ou de políticas públicas.
Se a trajetória das pesquisas se confirmar nas urnas — o que não está assegurado —, o resultado pode redesenhar a coalizão no Planalto e o ritmo de agendas fiscais e sociais debatidas na campanha. O contrário também pode ocorrer: viradas de última hora, se houver, podem alterar expectativas construídas apenas com base nos números desta segunda-feira.
Na reta final, a combinação de vantagem estreita, alto grau de decisão declarada e divisão regional sugere que cada ponto percentual pode carregar peso simbólico e político, embora o TSE deixe claro que basta a maioria absoluta dos votos válidos, sem exigência de margem mínima entre os candidatos.
Fontes: Exame – Pesquisa para presidente hoje
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